quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Menino, menina, preto e branco. E o cinza.




Um pequeno papelzinho, escrevia aos montes, em um pequeno papelzinho, estava todos os segredos.

Víamos ela de longe, totalmente diferente de nós, brancos e claros, roupas normais, e ela, tão diferente, tão estranha, parecia ser tão complexa, tão vulgar, nada do que ela prezava, estava a nossa aceitação, nada do que parecia ter valor para nós, ela aceitava, o mundo dela era diferente, enquanto almoçávamos de forma prezavél a mesa, ela ficava no quarto escutando músicas terríveis, fazia com que nossos vizinhos fossem reclamar do direito dela de seguir aquele tipo de cultura.
Eu não ligo para eles, me importo muito com o que sou, eu gosto de ser assim, ou eles aceitam ou ignoram.
Víamos ela na escola, sozinha quieta nos cantos, com fones de ouvido, tão escura, e sombria escrevendo no caderno coisas ridículas, fazendo desenhos estranhos. Até que um de nós foi falar com ela, foi um terror para nosso grupo.
Ele virou amigo dela, e começaram a namorar, depois de um tempo vi que ele não mudara, e nem abandonou-nos só dividiu o seu tempo, com a namorada.
Sim, ele era muito estranho, mas logo o compreendi, ele não queria que houvesse diferenças, queria que todos ficassem juntos, mas acabou se deixando levar por mim.
É terrível quando alguém que se gosta, vai para o lado escuro- minha opnião na época- mas agora vejo tudo tão, diferente.

Balada de uma vez só


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Andava na chuva, onde mais quisesse, andava onde queria, mas a noite não adormece, sentia o cheiro das flores, via a cor do mar, mas não sabia onde estava, nem pra onde poderia viajar.

Corria nos campos bem livre, leve, solta, a sonhar, pequena e esquecida, não sabia como voltar, sentia tudo, o que era preciso para ela, o que não era preciso para alguns, ficar sozinha, esquecida e sem luz.
Mas até que um belo dia, ao com paciência esperar, de longe viu, um belo menino se aproximar. Depois de muito olhar o menino quis falar, a menina a decidida, nem disse nada, só fez beijar.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Amigos, família, equilíbrio distante


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De pingo em pingo, folha a folha, o céu vai se colorindo

Como no inverno dormindo

De Céu a céu, lua pra lua
Não sei por que, mas só me vejo na rua.


Pequenos demais para ficar só, os bebês crescem, e viram crianças, crianças demais para ficar só, as crianças crescem e viram adolescentes, burros demais para ficar só, todos eles recusam a família e preferem os colegas.

Velhos e tristes, agora estão próximos de morrer, pensam "O que foi que eu fiz da minha vida?" enquanto poderiam estar com quem os ama, estão na rua, se arriscando, se maltratando, machucando a alma e tudo o que lhe foi ensinado quando criança, estão guardando para si, o que é banal, entristecendo que os ama.

Mas quem disse que as pessoas com as quais o adolescente, burro e perdido se encontrava não eram boas? Não foi por que ele se encontrou com pessoas diferentes naquele tempo, que ele se tornou algo "ruim", foi por deixar que as pessoas erradas, tomassem decisões em sua vida, não deixe que decidam as coisas por você, não deixem segurarem suas pernas e diga-lhe pra onde andar, ande com quem você diz que é certo andar, mas não se deixe levar pelas mãos de outros.

Do que adiantaria viver, se não houvesse as tentativas, do que seria os acertos se não
houvessem os erros, o que iríamos levar para a velhice, além de tristeza e "sucesso", enfim, o sentido de tudo é experimentar, o motivo de estarmos aqui é experimentar e saber o que é certo, o que é bom tanto para a mente, quanto para a alma, o corpo não importa, o corpo é apenas um recipiente imperfeito, a alma é inquebravél, é isolada, só será tocada quando permitimos que toquem nela.

Deixar que tomem decisões por você, é como não amar quem realmente precisa que você o ame, é deixar de lado tudo o que é importante, já disse isso, mas digo novamente, para ter mais uma vez certeza, de que não me esqueci.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

I Miss You


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Mergulhamos bem fundo em um mundo ilusório, atravessamos um lugar, escuro e sombrio, escolhemos o pior de tudo, deixamos tudo de importante de lado, deixamos quem nos ama de lado, deixamos o mais importante da vida, e agora? Onde estamos?
Estamos no fundo do poço? QUE POÇO ? Nem isso temos mais, jogamos ele fora, jogamos a água limpa fora, para ficar com o sangue, poluído de maldade, escuro, gelado. Cinzenta minha alma já está, não lembro-me de quando foi a última vez que disse Eu Te Amo, para você, realmente me importando com isso, sinto sua falta, mas mesmo assim, não sinto vontade de voltar pra você.
Quero voltar, mas não consigo, quero ficar do seu lado, mas tudo o que tenho de novo, me impede, tudo que não importa, impede, mas você importa pra mim. Repito isso todos os dias, o tempo inteiro, para ver, se consigo chegar a conclusão: Agora, você conseguiu voltar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pedaço exposto


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Não tinha o que esquecer, não tinha o embalo pra seguir, nem o caminho pra traçar, não tinha nada, pra fazer, nunca teve o que comer.

Não teremos nada de bom, mas assim desse jeito mesmo, eu queria que alguém me ajudasse, que alguém me protegesse, segurasse em minha mão, e dissesse que tudo ia ficar bem, e que no final de tudo, realmente estivesse lá comigo.

A menina, escutava baladas, misturadas com Rock N' Roll, misturadas com Punk, e heavy metal com musiquinha pra dormir, assustada com tudo, triste por sua inutilidade, em um momento de depressão, escutar o som certo, para voltar a seu estado, seu estado feliz, seu eu, seu estar bem, e que o frio que havia dentro de si, se tornou uma pequena faísca, no meio do escuro, que acaba se tornando o que ilumina tudo, e assim por diante, repetindo versos idiotas, vai seguindo a vida.

Com pedacinhos de vidros cravados em seus pés, a pequena prossegue seu caminho, até o final, e mesmo já sangrando, não para até chegar, onde? Nem você, nem ela sabem.