sábado, 4 de agosto de 2012

Onde estava, estava



 Esteve a andar calmo e tranquilo pelos caminhos mal iluminados da floresta, dava para escutar vozes distante e transitantes há alguns quilometros dali, sentia-se indistante com tantos pensamentos, com seus cabelos dançando no vento,  e suas tremulas mãos a saltitar pelo ar delicada e cuidadosamente.
 Passos alegres e com ideias que longe dali seriam consideradas insensatez, pensou pela primeira vez nervoso: Seria considerado louco? 
 Estave sentado ao pé de uma arvore, certo de que nada o encomodaria além de seus pensamentos, seus duvidosos e enganadores pensamentos, seus temores e emoções e o que causariam a ele próprio, ele resolveu começar, tinha que começar era uma parte, tinha a ideia, e tinha vontade, sabia o que fazer  apenas precisava começar.
_ Todos dançavam alegremente pelo jardim, dançavam e sentiam-se felizes, dançavam e glorificavam a beleza daquele momento ao som de Mozart, sentia-me bem, sentia-me como se estivesse ganhando tudo o que sempre quis, e havia .- dançava e cantarolava no meio da floresta, sorria e sussurrava doces poemas ao pé do ouvido de uma linda dama que o próprio imaginara estar em sua companhia no glorioso baile no meio do salão principal da mansão, ele sentira um arrepio do frio, e abraçava o vento como se ele não o machucasse, esteve um tempo a andar e dançar pela mata. 
  _ A noite não acabara, ainda não, só acabaria quando a música acabasse, as taças de vinho já estivessem vazias, e todas estavam cheias, e toda música estava a pairar espalhando felicidade, senti-me tonto, muito tonto, senti as doces mãos de minha acompanhante desaparecerem derepente, como água, vi borrões, claros e escuros, os convidados estavam virando borrões misturados com fumaça, e sumiam a minha frente, gritos desesperados destantes de mim, meu desespero para auxiliar os convidados foram em vão por que meu corpo parecia não me obedecer, estava se debatendo contra algo duro e frio, meu desespero aumentava, me sentia preso em um bloco de gelo invisível que não descongelava nem se fosse atirado a superfice do sol. Senti o calor atingir o meu peito, senti que estava vivo e vivo demais. 
O ar havia acabado e este descansava debatendo-se no chão frio e sujo da floresta.